sábado, 5 de junho de 2010

As pessoas têm uma identidade virtual e outra real?

Como você se comporta na net? Assume quem realmente é, sem inventar muito e se expondo com a sua real personalidade ou você inventa um personagem para agradar na rede e quando te conhecem no mundo real as pessoas se espantam com a diferença absurda de quem é na realidade?

Internet: uma nova forma de sociabilidade

A Internet é, atualmente, um grande meio heterogêneo designado como ciberespaço. Cada vez mais o número de pessoas com endereço eletrônico aumenta em todo mundo. Em vista dessa realidade, que só tende a se desenvolver é urgente repensar, paralelamente a questão deste novo espaço, a do sujeito que o freqüenta, seu papel na história, visto que ele é o autor da mesma.

As pessoas já não precisam sair de casa para procurar ou encontrar indivíduos com os quais compartilha interesses e afinidades ou, ainda, conforme defende Pierre Lévy (1999) em seu livro “Cibercultura”, buscar conflitos que desenvolvam conceitos e outras idéias. A partir do momento em que qualquer pessoa, no meio virtual, pode ser um agente emissor, através da construção de uma Home Page, por exemplo, e levando em consideração o imensurável número de sites que surge a cada instante, deve-se aceitar que, para o receptor, existem infinitas opções de acesso diante dessa ramificação interminável que a rede de computadores mundial possibilitou criar.

Desde seu lançamento, no início do ano de 2004, o Orkut é atualmente um desses “Centros” da Internet. O site é mais um sistema de relacionamentos virtuais, criado sob uma programação que, a partir de um extenso banco de dados, torna-se um ponto de encontro de todos aqueles que estão conectados.

Com a evolução do conhecimento humano e, conseqüentemente, da tecnologia da informação, o homem passou também a buscar uma forma de se adaptar ao novo mundo que surge com os computadores. Desde o início dos tempos, ele vive em grupos – chamados de comunidades – e identifica-se com estes de alguma maneira. Com o advento e evolução da Internet, esses grupos passaram a existir também “dentro” dos computadores, em um mundo essencialmente virtual, onde a organização se dá de forma semelhante.