terça-feira, 11 de maio de 2010

Quem sou eu no mundo virtual?





De acordo com os textos discutidos na última aula de Cibercultura, incluindo os comentários e discussões em sala de aula, a seguir apresentamos uma síntese com os principais tópicos abordados.

“Não, não diga nada
Se é mentira, se é verdade
A gente só faz o que sente a vontade
Nesse faz de conta
A cabeça flutuar
E tudo o que era doce então será”.


“Me pergunto qual o referencial
Por que todo mundo tem que ser igual”?

Esses trechos se contrapõem e fazem um link com o que discutimos na aula. Os estereótipos cada vez mais forçados pela sociedade estão fazendo com que os jovens de hoje se isolem e escondam-se atrás de um computador. No mundo virtual podemos ser quem e como quisermos. Ter o padrão de beleza universal, ser culto, entre outros conceitos ‘impostos’ pela sociedade, não é necessário no mundo virtual. Na tela do computador enganamos a nós e aos outros. Podemos ir além da imaginação e ser exatamente o que desejamos ou apenas buscar satisfazer o que os outros desejam de nós. Desta forma, não sabemos qual a real identidade das pessoas com quais encontramos na rede.

A internet é uma via de mão dupla, pois ao mesmo tempo em que proporciona benefícios, também consegue ser prejudicial, já que ela “aprimorou” venda de drogas, pedofilia e outros crimes. Nossos perfis são referências, pois nas páginas de relacionamentos somos “iscas fáceis” para este mercado, já que ali postamos fotos de amigos e familiares e descrevemos nossas características. Ao mesmo tempo em que ela nos permite conhecimento, cultura e globalização, ela também é um megacanal para práticas ilícitas, pela falta de segurança.

Em contrapartida, o mundo virtual permite realizar estudos das pessoas que utilizam os computadores e os efeitos resultantes de tais modalidades interativas na construção da identidade pessoal e social. A utilização dos computadores é algo muito mais amplo do que se pressupõe como a penetração em mundos simulados e da criação de ambientes em realidades virtuais. Além disso, a relação entre o indivíduo e a máquina não ocorre de modo unívoco e particular, mas numa interação comunitária.

A comunidade não pode existir no transitório. Nelas tecem-se histórias pessoais. “Vivemos múltiplas experiências off-line, com os diferentes papéis de cada um, mas a vida on-line retoma isso para elevá-lo a um grau superior”. Para muitas pessoas, a comunidade virtual permite uma expressão mais livre dos inúmeros aspectos de si mesmas.

É importante lembrar que através da internet, têm-se acesso a qualquer tipo de informação. Chegará um momento em que toda a informação existente estará disponível nessa rede mundial. Hoje em dia, qualquer pessoa pode acessar um computador e disponibilizar qualquer dado na rede.

2 comentários:

  1. Essa questão da identidade virtual é muito interessante , a forma como o indivíduo mantem essa relação na era digital.

    ResponderExcluir
  2. Ter uma máscara, ou um nick que te remete a um personagem é um mote da web, é mais fácil criar uma nova identidade do que assumir erros e acertos de uma uma história já existente.

    ResponderExcluir